commedia dell´arte
A Commedia Dell´Arte, significa literalmente "Comédia Artística", é um gênero cômico-teatral surgido na Itália no século XV e aprimorado nas cortes francesas.
Nascida nas praças e ruas, a arte rompia com o teatro erudito e fechado das cortes.
As peças não tinham um texto rígido decorado, mas sim um roteiro básico chamado canovaccio, que indicava apenas a sequência das cenas para os atores improvisarem os diálogos.
Crédito: Obra de Arte de Giovanni Domenico Tiepolo (1)
Com o crescimento e a popularização do teatro, as fantasias da Commedia Dell´Arte, ganharam cada vez mais espaço
no Carnaval do Mundo. Ao longo do tempo, os trajes, as máscaras e os adereços passaram a dar vida a folia carnavalesca, tanto nas ruas, como nos grandes Bailes de Salões.
BRIGHELLA (Briguela)
Ele é colérico, violento, oportunista, exagerado em seu comportamento e um verdadeiro mulherengo.
CAPITANO (Capitão)
O militar fanfarrão, violento e arrogante que finge ser um grande herói do Estado, mas se mostra um completo covarde no primeiro sinal de perigo.
COLOMBINA (Arlequina)
A jovem, bonita e perspicaz criada que frequentemente se envolve em romances e ajuda seus patrões a si mesma.
DOTTORE (Doutor)
O intelectual pedante, arrogante e desonesto (geralmente um advogado médico) que finge saber de tudo, mas só fala bobagens.
INNAMORATI (Enamorados)
Isabella & Flávio ( Lélio) - A dama da alta sociedade que busca o par ideal, mas frequentemente perde em termos de esperteza para as criadas mais humildes.
PANTALONE (Pantaleão)
Venezuano, velho rico, ganancioso, mesquinho lascivo e enganado pela ingenuidade.
Pantalone - Ilustração de Maurice Sand
No Brasil, o eco da Commedia Dell´Arte encontrou no Carnaval um palco perfeito para continuar sua história. Entre confetes, serpentinas e muita folia, seus personagens ganharam as ruas e os salões, eternizando-se nas clássicas fantasias de Pierrô, Colombina, Arlequim e Polichinelo. Assim, vindos dos antigos palcos italianos, esses tipos teatrais atravessaram o tempo e chegaram à folia momesca, tornando-se figuras tradicionais dos bailes e dos festejos carnavalescos brasileiros.
Virou tradição brasileira as fantasias de Pierrô, Arlequim, Colombina e Polichinelo.

Ilustração por Maurice Sand
ARLECCHINO (Arlequin)
O servo pobre, acrobático e faminto que, apesar do desespero constante, usa sua vivacidade para se dar bem no final.
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Ilustração por Maurice Sand
COLOMBINA ( Arlequina)
A jovem, bonita e perspicaz criada que frequentemente se envolve em romances e ajuda seus patrões a si mesma.
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Ilustração por Maurice Sand
PETROLINO (Pierrot)
Sonhador romântico, melancólico, que disputa amor da Colombina com Arlequim.
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Ilustração por Maurice Sand
PULLCINELLA (Polichinello)
Servo corcunda, esperto, tolo e fingido.
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Imagine uma praça italiana, muitos séculos atrás.
É dia de festa!
A música começa, os atores entram em cena e, de repente, surgem personagens de narizes enormes, bochechas exageradas, olhos misteriosos e expressões que parecem saltar do rosto.
Ninguém precisa perguntar quem são: basta olhar para suas máscaras.
Na Itália e na Europa, as máscaras tornaram-se símbolos das festas carnavalescas de outrora e atuais.
Cada máscara tem a característica marcante do personagem que o folião carnavalesco, queria atribuir, durante a folia momesca.
Escolha um personagem e caia na folia...
Ilustração adaptado do Mercado Livre
referências bibliográficas
- Pesquisadora Lilian Cristina Marcon
(1) METROPOLITAN MUSEU, Nova Iorque, Obra em Exposição de Giovanni Domenico Tiepolo, A Dance in the Cntry (Uma Dança no País)
- BRITANNICA, Biografia de Zan Ganassa, SEE+
- DELPIANO, Roberto - Commedia Dell´Arte Italiana
- IMAGENS, Créditos de Images descritos nas fotos, pinturas e ilustrações