alceuvalenca


Alceu Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946)



2018 - JANEIRO
- Bal Masqué com Babado Novo, Alceu Valença e Preta Gil


2016 - JANEIRO
- Bal Masqué 2016 Recife: Claudia Leitte e Alceu Valença


2012 - SETEMBRO
- Jequi Fest Folia, 201 anos de Jequitinhonha MG


2012 - FEVEREIRO
- Homenageados do Carnaval de Recife


2010 - OUTUBRO
- Festival de Lençóis em Chapada da Diamantina


2006 - NOVEMBRO
- apresentação no Circo Voador
- carnaval multicultural de Recife


Alceu Paiva Valença nasceu em 1 de julho de 1946, em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco. Nas cercanias da Fazenda Riachão, onde foi criado, travou contato com a cultura dos cordelistas, emboladores de coco, aboiadores, cegos cantadores de feira, tocadores de forró, baião, xote e demais gêneros que compõem a identidade musical e poética do Agreste e do Sertão. Aos oito anos, mudou-se com a família para a Rua dos Palmares, no Recife, e ali viu descortinar-se diante de seus olhos e ouvidos uma cultura diversa daquela adquirida em sua São Bento natal, mas tão pernambucana quanto a primeira. Foi então que absorveu as influências do frevo, do maracatu, dos caboclinhos, da ciranda, da poesia de Ascenso Ferreira e Carlos Penna Filho, dos programas de auditório que frequentava assiduamente - e também do cinema e da política.

Adolescente, atuou como jogador de basquete dos juvenis do Clube Náutico Capibaribe, entrou para a Faculdade de Direito do Recife, passou um período na Universidade de Harvard (EUA), trabalhou como redator em sucursais de jornais e revistas, teve seus primeiros poemas publicados nos cadernos literários do Jornal do Commercio e do Diario de Pernambuco. Assumiu a música como ofício ao classificar três composições na fase eliminatória do Festival Internacional da Canção (F.I.C.), promovido, em 1970, pela TV Globo. Mudou-se para o Rio, onde formou o grupo Os Pernambucanos, ao lado de Geraldo Azevedo e Paulo Guimarães, que posteriormente virou uma dupla: Alceu e Geraldinho. Unindo composições de um e de outro – além de parcerias como “Talismã” – o duo lança seu primeiro disco em 1972, com respaldo da crítica e pouco conhecimento do público. A embolada “Papagaio do Futuro” é classificada no F.I.C. e defendida, no Maracanãzinho, por Alceu, Geraldo e Jackson do Pandeiro.
Dois anos depois, Alceu participa como ator do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo. Foi um impulso decisivo para que o cantor (que interpretava o próprio Espantalho) ganhasse maior visibilidade nacional. Na esteira do êxito cinematográfico, grava seu primeiro álbum solo, “Molhado de Suor” (1974). Em 1975, Alceu se apresenta no Festival Abertura, da TV Globo, com “Vou Danado Pra Catende”. Ao lado de figuras hoje lendárias da contracultura pernambucana – Lula Côrtes, Zé Ramalho, Paulo Rafael e Zé da Flauta, entre eles – a mistura de rock com ritmos agrestinos promovida pela trupe surpreende o público e o júri, que resolve criar, na hora, a categoria Melhor Pesquisa, para contemplá-los.
O cantor gravaria mais dois álbuns na década de 70, radicalizando o experimentalismo apresentado no Festival Abertura: “Vivo” (1976) e “Espelho Cristalino” (1977), até hoje citados entre seus melhores trabalhos. Em 1978, percorre o país ao lado do mestre Jackson do Pandeiro no Projeto Pixinguinha. Aclamado pelos críticos, mas ainda distante do sucesso, Alceu decide passar uma temporada em Paris, que seria determinante para os rumos de sua carreira. Na França, Alceu grava o até hoje inédito “Saudades de Pernambuco”, que representa um mergulho em suas raízes e estabelecia, parcialmente, as diretrizes que o consagrariam na década seguinte. Ainda na capital francesa, compõe uma música inspirada em Jackson do Pandeiro: “Coração Bobo”, que se tornaria um sucesso estrondoso, a partir de 1980.
É o momento da afirmação nacional de Alceu. De volta ao Brasil, enfileira sucessos em álbuns como “Coração Bobo” (1980), “Cinco Sentidos” (1981), “Cavalo de Pau” (1982) e “Anjo Avesso” (1983) – todos com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Músicas como “Tropicana”, “Anunciação”, “Como Dois Animais”, “Pelas Ruas Que Andei” e “Cabelo No Pente” tomam as rádios e o coração do povo em todo o país. Neste período, Alceu dá prosseguimento à sua carreira internacional – iniciada timidamente na França. É aclamado no Festival de Montreux (onde voltaria em outras cinco oportunidades) e no Carneggie Hall, em Nova York. Em 1985, participa pela primeira vez do Rock in Rio. No mesmo ano lança “Estação da Luz”, que sucede “Mágico” (1984) e antecipa “Rubi” (1986) e “Leque Moleque” (1987).
Na década seguinte, flerta com o blues no álbum “Andar Andar” (1990) e ratifica a ponte entre os sons do Nordeste e o pop internacional em “Sete Desejos” (1991) e “Maracatus, Batuques e Ladeiras” (1994). Seu show no Rock in Rio II é considerado o melhor do festival por um júri internacional de críticos e especialistas. Junta-se aos parceiros de geração Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo para realizarem – no palco e em disco ao vivo - o bem-sucedido “O Grande Encontro” (1996), até hoje uma das reuniões mais festejadas da música brasileira. Revisita sua própria trajetória no disco “Sol e Chuva” (1997) e promove um regresso às raízes em “Forró de Todos os Tempos” (1998) e “Forró Lunar” (2001), reverenciados pela turma universitária que redescobriu o forró no final dos anos 90. Sintonizado com as novas formas de distribuição de discos e com os selos independentes que proliferam no período, Alceu lança “De Janeiro a Janeiro” (2002) nas bancas de todo o país, mesmo ano em que realiza seu primeiro DVD – “Ao Vivo em Todos os Sentidos”, recorde de público da Fundição Progresso, no Rio. Uma renovada safra de grandes canções pontua o álbum “Na Embolada do Tempo” que propicia seu retorno, em grande estilo, à programação das FMs. Em 2006, leva 150 mil pessoas ao Recife antigo para a gravação de um novo DVD: “Marco Zero ao Vivo” é uma ode ao carnaval com frevos, maracatus, caboclinhos e cirandas que ratificam Alceu Valença como a principal voz da identidade pernambucana. No álbum “Ciranda Mourisca” (2009), revisita músicas menos conhecidas de sua obra, em versões acústicas, com leve toque oriental. Homenageado do carnaval de 2012, pela Prefeitura de Recife, Alceu lançou um novo disco, totalmente dedicado ao frevo. Ainda este ano, chegou às telas seu primeiro filme, “A Luneta do Tempo”, onde estreiou como autor e diretor de cinema. Em sua múltipla e atemporal embolada, Alceu segue se reinventando.





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