Os Zés Pereiras tiveram um papel fundamental no Carnaval do Brasil e principalmente no do Rio de Janeiro
por pelo menos 60 anos (1850-1910), e são considerados pela historiografia brasileira os precursores do Carnaval de rua e popular no país.
ZÉ PEREIRA - o personagem carnavalesco
Foi no dia 23 de fevereiro de 1846 (século XIX), numa segunda-feira de carnaval, na cidade do Rio de Janeiro (Brasil), que
o PERSONAGEM CARNAVALESCO entrou para a HISTÓRIA DO CARNAVAL e passou ser conhecido popularmente até hoje como ZÉ PEREIRA.
O sapateiro português JOSÉ NOGUEIRA DE AZEVEDO PAREDES saiu da Rua São José, nº22, seguindo pelas ruas do Rio, vestido com calças amarradas pelo suspensório e chapéu, com um imenso bigode, tocando seu bumbo desordenadamente. "Não chegando a produzir qualquer espécie de música, sem nenhum ritmo compassado.
"Carão amorenado e simpático, olhos brejeiros, bigode curto e grisalho, cabelo todo branco e a escovinha, barba escanhoada, altura regular, ombro e cadeiras largas, peito cabeludo, musculatura de atleta, sempre em mangas de camisa, calça de brim pardo apertada ao amplo abdome por estreita correia, negação ao suspensório, chinelos de liga, vendendo saúde, sadio e robusto sem nunca ter tomado um remédio." (FAZENDA, 1919, p. 327)
A alegria foi contagiante e foi seguido por inúmeros amigos e também desconhecidos que aderiram a folia:
Evoeh, Viva-a-a, Dig-Bum-Bum, Ta-tara-ra-ra!

Crédito: Fon-Fon anoIII nr8 18/02/1909

Crédito: Mequetrefe - 30/01/1883
E já dizia Edmundo (2003 [1938], p.461-478):
"A mais perigosa de todas as bebedeiras é a que põe dentro do coração de um homem triste o favo da alegria e do prazer" ...
"Que a alma rude do homem que trabalha e sofre o ano inteiro precisa expandir-se em grosseiras e reais alegrias".
Anos seguintes, não apenas o bumbo do Zé Nogueira participou da folia, mas zabumbas, tambores e tantos outros instrumentos o acompanharam anarquicamente pelas ruas.
E logo, formou-se grupos espalhados pela cidade desfilando ao som das pancadas dos instrumentos.
A maioria dos pesquisadores apontam o surgimento do Zé Pereira para 1846, mas há outros que apontam datas diferentes como 1852 (Edmundo) ou em 1848 e 1850 (Araújo).
Zé Pereira ganhou vários espaços, desde as ruas até os salões das grandes sociedades.
Antes de desvendarmos a origem histórica, vale a pena ressaltar que nos dias atuais o ZÉ PEREIRA é considerado um BLOCO ou CORTEJO que desfila arrastando multidões ao som de bandinhas de metais, percussivas ou orquestradas,
com GIGANTONES, BONECOS GIGANTES, MARICOTÕES, CABEÇUDOSou
BONECOS DE MÃO.

Crédito: O Malho 1908 - nr278 pg17
origem e história
A diversão carnavalesca conhecida como Zé Pereira nasceu em Portugal no século XIX, onde tocadores de
bumbos grandes acompanhavam as procissões e romarias nas regiões do do Norte, entre Douro e da Minho.
Os grupos de Zé Pereira desfilam até hoje pelas ruas do norte de Portugal, nas regiões do do Norte, entre Douro e da Minho,
acompanhando romarias acompanhados de gigantones e cabeçudos, e é, sem dúvida em Agosto,
nas incomparáveis e magníficas Festas Carnavalescas e Romarias de Nossa Senhora d´Agonia, que a tradição atinge o seu maior expoente.
Em Viana das Torres, em Portugal, a romaria vira um autêntico Carnaval, os blocos desfilam tocam as concertinas, e os GIGANTONES e CABEÇUDOS rodopiam ao som dos bumbos dos
ZÉs P´REIRAS ou seja, ZÉ PEREIRA dançando com as lavradeiras , começando pela ponte de Gustave Eiffel, passando pelo Castelo de Santiago da Barra, indo até ao Templo-Monumento de Santa Luzia.
Alguns historiadores alegam que os gigantones ná nasceu no Norte de Portugal e sim de ter vindo da Galiza (comunidade autónoma espanhola situada no noroeste da península Ibérica) nos fins do séc. XIX, princípios do século XX.
A Romaria de N.S. d´Agonia tem como tema central os "Gigantones e Cabeçudos", que é Património Cultural Europeu.

Encarte Oficial da Romaria N.S.Agonia - ago 2016

Prefeitura de Viana de Castelo - Portugal
o que é Les Pompiers de Nanterre?
Fundada em 1824, os bombeiros empresa de Nanterre é um dos grandes orgulhos da cidade.
Sáo voluntários recrutas que participam em todas as cerimónias oficiais.
Foi sobre a melodia da quadrilha de Louis sobre os bombeiros Les Pompiers de Nanterre que
Vasques escreveu a versalhada (71 versos) cantada ao ritmo dos tambores, que foi consagrada no Carnaval Brasileiro.
A melodia do grã-fino misturado a zabumbada popular brasileira que fez um tremendo sucesso.
- Les Pompiers de Nanterre
- quadrilha, cantiga para piano
- Editada em Paris - 1868
- Compositor : Louis-César Desormes (*1840 +1898)

Crédito: L. C. Desormes
Bumbo que inspirou o Zé Pereira no Brasil
Crédito: Bombeiros de Viana do Castelo - Portugal
de "Les Pompiers de Nanterre"
para o "Zé Pereira"
No dia 14 de fevereiro o Correio da Manhã de 1969 anunciava: "Conjungando a alegria barulhenta do Zé Pereira apresentado pelo sapateiro português da Rua São José ao não menos ruidoso número ruidoso francês do antigo Alcazar, Francisco Correa Vasques arranjou uma cena cômica que intitulava ZÉ PEPEIRA, CARNAVALESCO, e montou-a no Teatro Fenix Dramatica (Rua da Ajuda), ocupado ent˜o pela Comapanhia Jacinto Heller."
"Era um pequeno ato, com a pretenço única de comicidade, sem qualquer outro destaque que não o de apresentar a melodia axcitante para a qual o cômico brasileiro escreva uma versalhadam que no ano seguinte com a designação de poesia seria incluída com o título VIVA O ZÉ PEREIRA, na coletânea "Lira de Apolo", como consta na publicação da Biblioteca Nacional - Rio Musical - Crônica de uma cidade (1965)..."
O comediante Francisco Correia Vasques incumbe-se em fazer a adaptação da canção de Antonin Louis e Philibert Burani (também intitulada "Les pompiers de Nanterre") e cantá-la na peça "O Zé Pereira Carnavalesco" com estréia no sábado, dia 05 de julho de 1969.

Crédito: Capa da Gazeta de Notícias - mar 1919
"A peça de Vasques é transcrita na íntegra por Procópio, no seu livro "O Ator Vasques" (1939)."
Ressaltando que Francisco Correia Vasques (RJ *1839 +1892) foi dramaturgo, folhetista do periódico Gazeta da Tarde (RJ) e cavaleiro da Ordem de Cristo de Portugal.
Importante frisar que a marcha francesa da peça Les Pompiers de Nanterre (Os Bombeiros de Nanterre) teve sua estréia no palco do Teatro Alcazar Lyrique,onde hoje seria na Rua Uruguaiana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na noite de 9 de março de 1869. A QUADRILHA TORNOU-SE UM SUCESSO BRASILEIRO.

Crédito: Correio da Manhã, pg19, 14/02/1969
Zé Pereira, a música
Considerada a primeira música do carnaval carioca, O ZÉ PEREIRA CARNAVALESCO surgiu antes da canção
ABRE ALAS de Chiquinha Gonzaga, ou seja, em 1869.
Composta por FRANCISCO CORREIA VARQUES e pelo aproveitamento de uma marcha francesa da peça La Pompiers de Nanterre (Os Bombeiros de Nanterre),
acabou sendo sucesso no Rio de Janeiro e registrando na trajetória carnavalesca o marco do "personagem da folia"
Zé Pereira, o Carnavalesco . CONTINUAÇÃO AQUI
.
"O Zé Pereira Carnavalesco, a primeira música Carnaval Rio de Janeiro
Ó Entrudo, Ó Entrudo
Ó Entrudo chocalheiro,
Tu não deixas assentar
As meninas ao soalheiro!
E Viva o Zé Pereira
Pois que a ninguém faz mal
E Viva a Bebedeira
Nos dias de Carnaval
Zim, Baladá! Zim, Baladá!
Carnaval, Carnaval
Carnaval das folias
Para nós o Carnaval
Devia ser todos os dias!
E Viva o Zé Pereira
E Viva o Zé Pereira
E Viva o Zé Pereira
Viva! Viva! Viva!
Ilustração Antonio Pacheco
Crédito: Edmundo ed195 pg478
O Zé Pereira foi inspirada na canção francesa Les Pompiers de Nanterre e o refrão acima virou febre nacional (Brazil), considerada a primeira música do Carnaval do Rio de Janeiro.

Crédito: Correio da Manhã - 14/02/1969

Crédito: Correio da Manhã - 14/02/1969

Crédito: Revista da Semana - anoVI vr251 - 05/03/1905
estréia no teatro carioca
A canção foi levada ao THEATRO PHÊNIX em 1869 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e aos teatros de todo o Brasil no carnaval seguinte (1970).
Confira aqui a LETRA DA MÚSICA.
Lembrando que a marcha francesa da peça Les Pompiers de Nanterre (Os Bombeiros de Nanterre) foi estreiada no palco do Alcazar Lyrique (hoje Rua Uruguaiana, Rio de Janeiro), na noite de 9 de março de 1869.
Na pequena peça, Vasques aparecia tocando bumbo copiando o portugês José Nogueira de Azevedo Paredes, apontado como o lançador em Portugal por ZÉ PEREIRA.
Crédito: acervo Vasques
Do palco do teatro a versão foi para as ruas, tendo o povo substituído o estribilho "Zim Balalá! Zim Balalá! E Viva o carnaval!" pelos versos "Viva o Zé Pereira! Viva o Zé Pereira! Viva, viva viva!" Segue a reprodução do texto do cartaz da peça respeitando as palavras e acentuações impressas ... CONTINUAÇÃO AQUI

Crédito: Jornal do Comécio RJ - 1869 - ed158 pg8
No ano seguinte já havia vários imitadores do Zé Pereira. As primeiras sociedades carnavalescas também abriram as portas para o novo costume. O Zé Pereira viraria até espetáculo teatral ("Zé Pereira Carnavalesco"), encenado em 1869 pelo ator cômico Francisco Correia Vasques (1839-1892).

Cordão no Carnaval do Rio, na década de 1920
Crédito: autor desconhecido por Diniz 2008, vide (9)
Os zé pereiras e o carnaval do zé povinho
Em 1907, a Revista Don Quixote esboçava o Zé Pereira como uma forma de diversão carnavalesca caracterizada por um ou vários foliões fantasiados tocando bombos e desfilando em parada, associando-se à alegria característica que nasceu nas ruas do Rio de Janeiro (RJ - Brasil), sátirazando ao momento político da época.
Observem que os CABEÇUDOS eram retratados nos desfiles do Zé Pereira, CONTINUAÇÃO AQUI.
Crédito: Periódico Don Quixote - ano8, nr146, pg8 - 31/01/1907
Embora o Zé Pereira e Entrudo estiveram entrelaçados nos carnavais de outrora, as bisnagas e seringas improvisadas também marcaram presença nos desfiles do Zé Pereira.
CONTINUAÇÃO AQUI

Livro Aventuras de Nhô-Quim e Zé Caipora, pag 68, Secretaria da Cultura do Brasil - Angelo Agostini
zé pereira na propaganda
Na época carnavalesca, a figura ilustre do Zé Pereira era estampada em propagandas, dentre elas, selecionamos uma para apreciar a ilustraçã.

Crédito: Revista da Semana 1907 - edição semanal do JB
zé pereira na capa dos periódicos
Popularmente conhecido no Brasil e Portugal, o Zé Pereira ganhava as capas dos periódicos da época, que eram revistas com ilustrações de nomes renomados.
Selecionamos duas capas para voltarem à folia carnavalesca de outrora.

Periódico do Brasil
Crédito: O Malho - 1904 - ed74

Periódico de Portugal
Crédito: A Par´dia - Lisboa - 21/02/1900
decanos do zé pereira
Os Decanos do Zé Pereira desfilavam pelas ruas do Rio de Janeiro no Carnaval de 1911, enquanto o Grupo Carnavalesco Banguizas de Botafogo abrilhantavam os bailes carnavalescos do Distrito Federal com o ribombar do seu estrondo Zé Pereira.

Grupo Carnavalesco Decanos de Zé Pereira- RJ
Crédito: Careta - nr143 ano4 - 24/02/1911

Grupo Carnavalesco Banguizas de Botafogo - RJ
Crédito: O Malho 1911 - nr442 pg12
No Carnaval nada morre, tudo se transforma!
A cada transformação fica mais forte!
"Em 1890 os jornais da época, choravam o fim da tradição do ZÉ PEREIRA, e muitos lamentaram a morte do Carnaval. Morreu o Zé Pereira!" (10)
Tempos depois, a herança carnavalesca do Zé Pereira renasce no Carnaval brasileiro, com cortejos desfilando com fanfarras e bandas de percurssão e sopro.

Crédito: Periódico O Tico-Tico 1913 ed382
E a figura ilustre do Zé Pereira ganhou novas formas, renasceu em bonecos gigantes. E assim, recomeça a história, CONTINUAÇÃO AQUI.
primeiro boneco gigante zé pereira
O primeiro boneco Zé Pereira confeccionado em corpo de madeira e cabeça em papel machê foi às ruas da pequena cidade de Belém do São Francisco, durante o Carnaval de 1919
Dez anos depois, no Carnaval de Olinda em 1929, criaram uma companheira para o Zé Pereira, a boneca Vitalina (3),
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Crédito: SETUR Pernambuco
a folia ganha força no carnaval pernambucano
A tradição dos cortejos dos bonecos gigantes ao som de fanfarras ou bandas de percurssão, iniciada em Belém do São Francisco, ganhou as ladeiras da cidade de Olinda (cidade histórica do Recife, estado Pernambuco/Brasil) no Carnaval de 1931,
com a criação do boneco gigante Homem da Meia-Noite.
Em 1937 surgiu a Mulher do Meio-Dia, em 1974 foi à vez do Menino da Tarde,
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Homem da Meia-Noite no Carnaval de 1950 em Recife PE
Crédito: Biblioteca do Recife Pernambuco
zé pereira que virou bloco
Zé Pereira dos Lacaios - Foto: divulgação
Em 1867, o sapateiro português José Nogueira Paredes e CRIADOR DO PERSONAGEM CARNAVALESCO no Brasil, mudou-se para Ouro Preto para trabalhar no Palácio de Governo e levou o festejo Zé Pereira para Minas Gerais (Brasil).
Assim nascia o Bloco Zé Pereira Clube dos Lacaios, em 01 de janeiro de 1867, organizado por funcionários do Palácio.
O nome Lacaios referia-se aos puxa-sacos e seus fraques e cartolas, que se tornaram marca registrada do bloco ouro-pretano. E desde então fazem cortejos
Os três bonecos gigantes tradicionais do Bloco Zé Pereira são: o Zé Pereira, a Baiana e o Catitão. Salientamos que os Bonecos Gigantes foram feitos na década de 1960,
e mais tarde, se juntaram a eles, outras figuras populares e personagens históricos, como Sinhá Olímpia e Tiradentes, CONTINUAÇÃO AQUI
Zé Pereira São Bento do Sapucaí
O Bloco Zé Pereira é tradição da folia momesca da cidade de São Bento do Sapucaí,
estado de São Paulo, situado na Serra da Mantiqueira, no Brasil.
CONTINUAÇÃO AQUI
Zé Pereiras de Mariana
Ao som de antigas marchinhas carnavalescas os Caretões desfilam nas avenidas e ruas de cidade de Mariana, em Minas Gerais.
E revivendo os antigos carnavais, dos blocos "Ida e Volta" e de "Os Catitões". Desde 1852, o Bloco Os Catitões tem produzidos os bonecos com jornais, grude, fibra de sisal e bambu.

Crédito: Elcio Rocha por Prefeitura de Mariana MG
bloco zé pereira da chácara
O bloco Zé Pereira da Chácara que desfila no Carnaval da cidade histórica de Mariana - Minas Gerais, é Patrimônio Cultural Brasileiro.
"O Zé Pereira da Chácara surgiu em Mariana-MG no séc. XIX em meio as folganças carnavalescas que faziam parte do cotidiano dos moradores, como o Entrudo." (6)
"Eles são feitos por artesãos que, em geral, dedicam tempo na tentativa de personificar na estrutura de mais de três metros de altura
homens, mulheres e personagens do imaginário coletivo.
Uma tradição que passa de pai para filho há mais de 150 anos, revelada em oficina." (6)
Os Bonecos gigantes em em média três metros de altura e pesam cerca de 30 quilos. As vestimentas variam a cada ano, seguindo um tema carnavalesco definido.
Crédito: Compat
Zé Pereira do Ribeirão da Ilha
Nos dias atuais o desfile do Zé Pereira acontece no Carnaval Toca n´água, em Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, Santa Catarina,
que desde o final do século XIX conta com foliões fantasiados embalados por sambas e marchinhas e com desfile carros alegóricos.
Mas foi na década de 1950 que o banho à fantasia virou marca registrada da folia momesca no sul do Brasil, que passou a se chamar Carnaval Toca N´água ou Zé Pereira.
corso do zé pereira
Teresina, capital brasileira do Piauí é realizado o Corso do Zé Pereira, uma gigantesca carreata pré carnavalesca desde 1930.
E foi oficializado em 2012 pelo Guinness World Records Book, como a maior manifestação popular da capital piauiense e o maior corso do mundo.
- CONTINUAÇÃO AQUI

nas páginas da história
E têm-têm muito mais trajetória histórica carnavalesca, desfrute das pinceladas do
ENTRUDO, passeando entre os
CHARIVARIS e os CARETOS
jogando água com BISNAGAS (Avó do
LANÇA-PERFUME) ou atirando LIMÕES PERFUMADOS.
Pulando na história para o ZÉ PEREIRAS acompanhado pelos
GIGANTONES, dos CABEÇUDOS, dos BONECOS GIGANTES DE OLINDA,
e dos BONECOS DE MÃO, entre
BATALHAS DE CONFETTI, grandes
em grandes BAILES regados a
CONFETES e SERPENTINAS.