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Bailes Carnavalescos

A primeira referência a Baile de Máscaras no Brasil é do ano de 1840, no Rio de Janeiro, importado da Europa pelas classes altas, junto com alegorias sofisticadas. Nessa época, surgiram os confetes, as serpentinas e o lança-perfume (1).

Os grandes bailes carnavalescos da Bahia foram em Salvador, promovidos pelo Teatro São João e pelos clubes Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe, em 1884 e pelo Inocentes em Progresso em 1890, surgem como campanha ao esquecimento do entrudo, numa tentativa de importar o carnaval de Nice e Veneza, cuja exaltação ao luxo e à pompa, trariam à cena do carnaval brancos e crioulos de classe média. As fantasias e as famosas máscaras venezianas inspiravam-se nos bailes de Paris.


clubes, sociedade e baile de máscaras

Os bailes eram refúgios dos mais abandonados. Que daí chegavam os "grandes clubes", importação da Europa. As decorações eram suntuosas, por vezes baseadas em fatos históricos. Tudo do mais luxuoso, tecidos e ornatos vindos diretamente das melhores lojas para o carnaval da Bahia. O uso de máscaras também é emblemático desse período.

Os bailes carnavalescos não estavam ao alcance de todos, nem de acordo com a moral de muitos, assim os policiais passaram a distribuir gratuitamente máscaras a quem quisesse brincar o Carnaval, ou seja, "os mascarados avulsos".


.. C O N S T R U Ç Ã O ...


BIBLIOGRAFIA
(1) AMORIM, Sonia Maria Costa de. Carnaval e Máscara: a magia da cena brincante da cidade de Rio de Contas, Salvador, 2006.
- Cadernos do IPAC, nº 3, Maragojipe




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