Micarême era uma festa que acontecia na França, desde o século XV, em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. De origem francesa, a palavra significa literalmente MEIO DA QUARESMA ou MID-QUARESMA.

No Brasil, a introdução da Micarême como festa urbana, ocorreu primeiramente na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Não foi realizado o Carnaval na data determinada por ocasião das fortes chuvas. Assim, o período do evento foi transferido e acabou ficando conhecido como "Micarene", carnaval fora de época.

Tamanho sucesso que repercutiu no nascimento da "Micareta". As micaretas, ou carnavais fora de época, festividade tipicamente baiana, espalha-se pelas capitais e grandes cidades do país, tornando-se um fenômeno cultural, uma reencenação em outras terras. Até mesmo pólos culturais com marcas carnavalescas típicas, como é o caso de Recife, embarcaram na onda micaretesca, com a promoção da Recifolia, nos outubros. E desta mesma Recife veio, casualmente, a sonoridade dos primeiros trios elétricos, pois estes iniciam sua marcha carnavalesca eletrificando o frevo pernambucano. Confira abaixo a trajetória histórica completa.

MICARETAS - 2017
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MI-CARÊME? PÁSCOA ? NÃO MICARETA!



LA MI-CARÊME - FRANÇA

La Mi-Carême era uma tradicional festa que acontecia na França, desde o século XV, em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. De origem francesa, a palavra significa literalmente MEIO DA QUARESMA ou MID-QUARESMA. Antigamente, a Mid-Quaresma era celebrado na França como o o "Dia das Lavadeiras e Arrendatários de Carvão". A celebração da Mi-Carême da França acontece até hoje em Quebec, em Saint-Martin e em Équihen-Plage. Em Paris desapareceu no início dos anos 1950 na França e reapareceu em 2009 como o Carnaval das Mulheres acontecendo anualmente, desde então.


MICAREME

No Brasil, a introdução da Micarême como festa urbana, ocorreu primeiramente na cidade de Feira de Santana , na Bahia. Não foi realizado o Carnaval na data determinada por ocasião das fortes chuvas. Assim, o período do evento foi transferido e acabou ficando conhecido como MICAREME, carnaval fora de época. Em dois anos, ela não foi realizada, nas décadas de 40, pela Segunda Guerra Mundial, e 60, pela Revolução. Desde os anos 95 que a Micareta está implantada em várias capitais e cidades brasileiras, a partir do sucesso de sua realização em Feira de Santana, foco irradiador do evento.


MICAREME à MICARETA

O que sempre se ouviu falar é que o Carnaval fora de época nasceu em Feira de Santana(BA), mas sim na cidade de Jacobina(BA), onde contesta essa afirmativa a Doracy Lemos, poetisa, escritora e historiadora, contesta essa afirmativa.

A Micareme, como era chamada a festa, inicialmente, estreou na Bahia em 1912, na cidade de JACOBINA, organizada por Porcino Maffei, cidadão italiano que residia na cidade, sendo uma adaptação de uma festa francesa que já ocorria na Europa depois do período da Semana Santa.

Segundo Doracy Araújo, a primeira Micareme foi em Jacobina e teve os “Copas” como primeiro bloco de Carnaval, que, em 1912, chamava-se "Cordão". O Carnaval jacobinense deixou de ser chamado Micareme, passando a Jacofolia e atualmente, Micareta de Jacobina.

Tamanho sucesso que repercutiu no nascimento da "Micareta". A festa é, sem dúvida, uma das maiores manifestações populares do interior da Bahia e do Nordeste. que acabou espalhada pelas capitais e grandes cidades do país, tornando-se uma febre nacional.

Jornal Francês "Le Pepit" de 29 de março de 1953







ORIGEM DA MICARETA

Tamanho sucesso que repercutiu no nascimento da Micareta."E foi a partir de 1935, através de um plebiscito feito pelo Jornal A Tarde, houve a mudança do nome MICAREME para MICARETA que acabou significando, tanto na Bahia, como no Brasil, uma espécie de SEGUNDO CARNAVAL, que acontecia depois da Páscoa, ou seja, um CARNAVAL FORA DE ÉPOCA.

A cidade de Jacobina (BA) também abandonou o vocábulo anterior, adotando o mesmo do resultado do plebiscito realizado na capital pelo Jornal A Tarde. O Jornal Jacobinense "O Lidador", já na edição de 07 de abril de 1935, publicava as novidades da capital, acerca da mudança de nome, evocando a todos para participarem do evento:

“Despertae, foliões, para o delírio que empolga. E” Erguei-vos, jacobinenses, em êxtase de alegria e vinde com as “Sertanejas Alegres” festejar o “Bi carnaval”, “Micareta”, “Refolia”, ou “Mi-carême” que a 28 do corrente reinará sob louco entusiasmo, espancando tristezas e dissidências. A cousa vai ser da outra vida e não haverá quem resista à tentação”.

Silva (1986) afirma que a data da primeira Micareta foi em 1933, porque este foi o ano de fundação do periódico O Lidador, onde estão registradas as primeiras informações da festa em Jacobina, na Bahia. Para Lemos (1995), "a micareta parece ter-se originada em Jacobina, em 1912, por iniciativa de Porcino Maffei aqui residente, organizando o Bloco As Copas. Tudo indica que ela se originou na cidade baiana Jacobina, quando Salvador e Feira de Santana ainda não tinham as folias da Micareme.

"A afirmação de que a primeira micareta do interior da Bahia teria sido em Feira de Santana é uma possibilidade complicada. Conforme pesquisa no periódico feirense "Folha do Norte" não foi encontrado qualquer referência aos folguedos da Micarême [...]. Sua primeira grande festa fora de época, ou seja, sua primeira micareta ocorreu somente em 1937."

Antes a cidade realizada apenas o carnaval, igualmente à Salvador". (SANTOS, 2001). A primeira micareta fora do estado da Bahia foi a Micarande, que aconteceu em Campina Grande (PB) no dia 21 de abril de 1989,
CONTINUAÇÃO AQUI.









A MICARETA

As micaretas, ou carnavais fora de época, eram no início, uma festividade tipicamente baiana que se espalhou pelas capitais e grandes cidades do país nos anos 95 e tornou-se um fenômeno cultural.

Além disso, as micaretas contribuem para a manutenção do trio e a viabilização do investimento realizado na sua construção; não se justificaria tal aporte de recursos para se apresentarem unicamente no Carnaval soteropolitano e ficarem parados o restante do ano, mas apenas se este custo fosse diluído com sua participação nas micaretas do interior baiano.

Assim aconteceu desde o Trio Tapajós até o Chiclete com Banana e seu megatrio (Tironossauro Rex) de um milhão de dólares.


A utilização dos trios em campanhas políticas e lançamento de produtos será outra fonte de recursos. Em 1993 promove a explosão da ‘axé-music‘ baiana por todo o território carnavalesco nacional. A partir de Daniela Mercury, lançada à condição de "rainha da axé-music", ocorre uma valoração do Carnaval da Bahia, da música axé, dos cantores e bandas e trios elétricos. Muitas das capitais nordestinas pegam essa onda e extende em suas praias, como no caso, o Fortal, Carnatal, Précaju, Micaroa, Recifolia. Na viragem dos anos 80 para os 95, várias cidades médias aderiram ao Carnaval fora de época, como Vitória da Conquista, Jequié, Itabuna e Ilhéus, uma vez que não podiam mais "competir" com o Carnaval da capital. O foco irradiador da Micareta para o interior da Bahia foi a cidade de Feira de Santana, considerada por muitos como a criadora desta festa.

"Mas a tradição informa que vem de antes, dos tempos da Primeira Guerra Mundial, a criação deste festejo, na Cidade da Bahia. Precisando os dados, a primeira Micareme ocorre em 1914, por iniciativa do bloco Fantoches da Euterpe, que obtém a adesão de dois outros grandes clubes da época, o Cruz Vermelha e os Inocentes em Progresso, para realizar um segundo Carnaval na Páscoa, "sem ofensas à Igreja", como forma de revitalizar um Carnaval que vinha perdendo brilho. O nome e o exemplo vêm, como não poderia deixar de ser na belle époque, da França, e a Micareme vai permanecer como um segundo Carnaval em Salvador até 1942. Nos anos 30 vai perdendo força e, para animar a festa, os jornais promovem, em 1935, uma campanha para mudança de nome, ficando para concorrer na final, Refolia e Micareta, que vence por 3 votos.

Em 1937, por causa de uma ‘bruta‘ chuva, não foi possível a realização do Carnaval em Feira de Santana, que adota a Micareta em substituição ao Carnaval. A partir de então, Feira de Santana será a responsável pela manutenção e pelas transformações da festa micaretesca. Esta forma nova de se brincar o Carnaval fora de época, que toma conta do País, progressivamente, nos anos 95, além de marca cultural, inscreve-se também como um fenômeno de mídia e de marketing.

A promoção da festa fica a cargo da mídia, que a mostra, e do marketing, que a patrocina, entrando em cena também o poder público, que garante a infra-estrutura, e os blocos, que garantem a animação e a plasticidade. E o povo, brinca na ‘pipoca‘. Mas esta já é outra história, dentre as tantas gestadas por esta contraditória e criativa ‘cultura baiana‘." (1)









COMO BRINCAR EM UMA MICARETA ?


Respeitando os cânones do tradicional Carnaval fora de é, o folião pode brincar de três formas: dentro do
BLOCO com toda estrutura, tendo à disposição ou nos CAMAROTES que se consolidam como palco para o desfile de VIPs e celebridades para quem quer curtir o Carnaval com mordomia nos Circuitos, ou fora dos blocos, na PIPOCA, que é o folião que não desfila, que não pula dentro do bloco, e sim se diverte na rua, nas laterais dos blocos acompanhando os trios e blocos pelas laterais. Quanto mais a festa ou som esquenta, mais os foliões da pipoca pula com ABADÁ

A mais ingênua das jogadas quando se segue o trio elétrico é ir colecionando beijos na boca, conforme o bloco avança, ou seja na Pipoca FUZUÊ ou na Pipoca FURDUNÇO. Os foliões podem se divertir pulando de abadá no CARNAVAL DE SALVADOR ou em uma MICARETA.

- o que é kit de um abadá ou kitfolia ? - SEE+


Foto divulgação por Bell Marques do Carnatal 2016, micareta de Natal RN






...::: C O N S T R U Ç Ã O :::...






BIBLIOGRAFIA
(1) Texto: José Carlos Duarte
(2) História da Micareta, momento histórico -
SEE+
- Bell Marques, site oficial, SEE+ - Exposição - 23 de abril à 05 de maio 2013, no Shopping Boulevard, em Feira de Santana BA - SEE+



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