cantinho da folia



cabeçudos e gigantones

A diversão carnavalesca conhecida como Zé Pereira nasceu em Portugal No século XIX, onde tocadores de bumbos grandes acompanhavam as procissões e romarias nas regiões do do Norte, entre Douro e da Minho. Os grupos de Zé Pereira desfilam até hoje pelas ruas do norte de Portugal, nas regiões do do Norte, entre Douro e da Minho, acompanhando romarias acompanhados de gigantones e cabeçudos, e é, sem dúvida em Agosto, nas incomparáveis e magníficas Festas de Nossa Senhora d´Agonia, que a tradição atinge o seu maior expoente.

Na romaria tocam as concertinas, os "Gigantones e Cabeçudos" rodopiam ao som dos bumbos dos ZÉs P´REIRAS ou seja, ZÉ PEREIRA dançando com as lavradeiras , começando pela ponte de Gustave Eiffel, passando pelo Castelo de Santiago da Barra, indo até ao Templo-Monumento de Santa Luzia.

Alguns historiadores alegam que os gigantones ná nasceu no Norte de Portugal e sim de ter vindo da Galiza (comunidade autónoma espanhola situada no noroeste da península Ibérica) nos fins do séc. XIX, princípios do século XX.

A Romaria de N.S. d´Agonia tem como tema central os "Gigantones e Cabeçudos", que é Património Cultural Europeu.

o que é um gigantone?

Gigantone é um boneco de figura humana com 3, 4 ou 5 metros de altura, típico das festas populares portuguesas, romarias e cortejos de carnaval. O boneco tem uma estrutura que permite ser VESTIDO e manuseado por uma pessoa no seu interior. A cabeça de grandes dimensões, feita de pasta de papel, e o resto da estrutura podem atingir trinta quilos, peso suportado pelos ombros do manuseador e que faz com que a amplitude de movimentos do boneco seja limitada.

Os gigantones não aparecem sozinhos, mas em par ou grupos de casais, envergando trajes de cerimônia ou populares, e desfilando ao ritmo de música tocada por zés-pereiras. Podem ser acompanhados por cabeçudos, bonecos mais pequenos (tamanho de uma pessoa) com uma cabeça enorme e desproporcional relativamente ao corpo.

A cabeça, também feita em pasta de papel, é usada como uma espécie de capacete, e as roupas são mais informais e coloridas que as dos gigantones, podendo mesmo personificar monstros ou demónios. Com maior liberdade de movimentos que os gigantones, os cabeçudos dançam e movimentam-se alegremente como um rancho de filhos ou uma corte animada ao seu redor. No Minho também são conhecidos por almajonas ou armazonas.

Trata-se de um dos quadros mais emblemáticos da romaria, que no més de Agosto, começa com o desfile da mordomia e com a primeira revista de gigantones e cabeçudos, descrita no programa da romaria como atraente número, rico de movimento e esfuziante alegria" e onde os grupos de Bombos e Zés Pereiras prestam a sua vassalagem aos Gigantones e Cabeçudos.



Zé Pereira, o personagem carnavalesco
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BIBLIOGRAFIA
- Pesquisadora Lilian Crisitina Marcon
- Câmara Municipal de Viana do Castelo - SEE+


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