O CarnAxE resgata a trajetória carnavalesca e sua diversividade, que é tão ampla e tão rica,
e passível de ser explorada infinitamente pelas artes. Circule comigo entre ensaios e pinceladas,
indas e vindas, e descubra a sua riqueza. Pule nessa folia ...

CARNAVAL, CULTURA e DIVERSIDADE !

      POR ARTISTA


primeiro samba brasileiro

PELO TELEPHONE, manda me avisar, Que com alegria, não se questione para se brincar   see+

TAMBORES DA RAÇA QUE ECOARAM ALEGRIA


  HUMOR DA FOLIA
  Charges da Folia


CLÁSSICOS CARNAVALESCOS
Músicas que fizeram história



Mas afinal o que é Carnaval ?

Carnaval é uma festa popular, dias de brincadeira e fantasia arrastando multidões que cantam suas alegrias e dores, e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional brasileira e que acontece no Rio de Janeiro/RJ (Brasil) desde 1892, durante 5 dias (na Bahia 6) consecutivos no mês de fevereiro.
Mesmo de origens contravérsias, o carnaval é um ritual que compõe a identidade brasileira e em 2014 entrou para o livro Guinness World Records Book como o Maior Carnaval do Mundo para o Rio de Janeiro e o Maior Desfile de Carros Alegóricos para Teresina, no Piauí, ambas cidades e capitais brasileiras.


O que Carnaval significa ?

Há três definições sobre a origem palavra CARNAVAL em latim : Primeiro, que a palavra surgiu de CARNE VALE que significa adeus a carne, referindo-se a aproximação da Quaresma. Em segundo, de CARNE LEVARE abolindo a carne. e em terceiro lugar de CARRUS NAVALIS, navios sobre rodas.

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A origem do carnaval está coberta de mistérios e contravérsias ...

Carnaval é uma festa anual popular e profana, dias de brincadeira e fantasia arrastando multidões que cantam suas alegrias e dores, originadas na Antiguidade de ritos e costumes pagãos e recuperadas pelo cristianismo, "Carnaval, a inversão dos sentidos, aparente modificação das regras do cotidiano, rituais libertadores, prazer, fartura, permissividade, extroversão, vícios, música e dança, comidas bebidas". e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional brasileira e que acontece durante 5(cinco) dias consecutivos no mês de fevereiro, anteriores à Quarta-Feira de Cinzas dedicado a bailes, folguedos populares, festejos, desfiles e muita folia. Mesmo de origens contravérsias, o carnaval é um ritual que compõe a identidade brasileira, que já consolida tendo duas capitais que entraram para o livro Guinness World Records Book: em 2004 como o Maior Carnaval do Mundo para o Rio de Janeiro e em 2012, o Maior Desfile de Carros Alegóricos para Teresina, no Piauí com o tradicional Corso de Zé Pereira.


"... o Carnaval é invenção do Diabo que Deus abençoou ..."
("Deus e o Diabo", música de Caetano Veloso) - SEE+


"NO BRASIL, O ANO SÓ COMEÇA DEPOIS DO CARNAVAL.", frase popular brasileira justificando que como há um espaço para a comemoração da vida entre o Natal e a Quarema (nascimento e morte), há uma exaltação da vida e superação das lutas - dias de liberdade para compensar o enfrentamento do cotidiano exigido o ano inteiro. Do ponto de vista antropológico, o carnaval é um ritual de reversão, em que os papéis sociais são trocados (invertidos) e suspensas as desejáveis normas de comportamento.

A melhor definição é de Goethe : "O carnaval não é uma festa que alguém ofereça; é uma festa que o povo oferece a si mesmo." , onde o alemão Johann Wolfgang von Goethe (*1742 +1832) nos proporciona uma reflexão em seu Livro "Das Romische Carneval", publicado em 1789. SEE+

origem da palavra Carnaval Há três definições sobre a origem palavra CARNAVAL em latim : Primeiro, que a palavra surgiu de CARNE VALE que significa adeus a carne, referindo-se a aproximação da Quaresma. Em segundo, de CARNE LEVARE abolindo a carne. e em terceiro lugar de CARRUS NAVALIS, navios sobre rodas. Em muitas referências acadêmicas, acredita-se que o Carnaval tem como marco inicial a criação dos cultos agrários e, como ponto final a oficialização das festas a Dioniso, durante o reinado de Pisistrato a Grécia, de 605 a 527AC. Mas o certo é que as referências ao Carnaval encontra-se a partir do séulo XI, quando a Igreja decide instituir o período da Quaresma. Assim vamos rever a trajetória das festividades de outrora :


cultos agrários
O cultivo da terra deu origem a cultos agrários, onde acreditavam que fazendo rituais aos deuses, estes influenciariam suas colheitas. Nos rituais as pessoas se apresentavam seminuas ou fantasiadas e eram acompanhadas por festividades com excessos de bebedeiras e sexo. Essas festividades e rituais aconteciam nas quatro estações :
- SOLSTÍCIO DE INVERNO
- SOLSTÍCIO DE VERÃO
- EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
- EQUINÓCIO DE OUTUNO

Na Grécia Antiga havia rituais de iniciação do jovem a vida adulta. E mesmo que as festas pagãs existissem bem antes, foram encontrados escritos somente dos primeiros séculos da era cristã, como os das divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMUS, que aconteciam nos meses de Novembro e Dezembro. Uma restauração da harmonia do povo com os deuses do universo (mitologia). pagão, em latim significa "Moradores do Campo", pessoas do meio rural que tinham ensinamentos cristãos e que se apegavam as velhas religiões da natureza (Mãe Terra, dentre outras oferendas). Todas as celebrações com fantasias, mascarados eram vistas como manifestações do demônio, assim chamadas de paganismo.

O Ritos Agrários das primeiras sociedades de classes só existem referências a partir do século XI, mas aconteciam bem antes como: as festas da Grécia Antiga com excessos dos mascarados, fantasias e muita bebedeira. Na Esparta, no ritual de passagem dos meninos que viravam Homens, eles fantasiavam de velho, mulheres ou idosos regado a muita bebedeira. Na Suracusa enfeitavam-se com coroas e chifres para o desfile nas ruas onde distribuiam vinho e pão. Na Festa da Babilônia no século III A.C. exageradas comemorações e troca de papéis entre Mendigo e Reis. A mais famosa era realizada durante a primavera no Egito.



PANATENEAS ou Pantaneias - Festividades e culto celebrados na Grécia Antiga à deusa mitológica Atena. Sócrates nos contou que eram realizadas as pequenas (anuais) e grandes (cada quatro anos) panateneias com lutas semi-nus, desfiles com navios, etc., para agradar a deusa e obter boas colheitas.
obra de arte : Frans Floris


BACANAIS - (do latim Bacchanalia) Festividades em homenagem a Baco (ou Dionísio), Deus do Vinho - dos excessos, das orgias, que acontecia na Roma Antiga. O cerimonial era representado pela vinha, a pantera e o cântaro. No início só as ninfas (mulheres) eram seguidoras e adoradoras do culto. assim chamadas de MÊNADES (Menads) ou Bacantes ou Tíades.
obra de arte : O jovem Baco e seus seguidores, 1884, de William-Adolphe Bouguereau




DECRETO CONTRA os BACANAIS

Senado Romando (Senatus em latim) fez um decreto senatorial sobre as Bacanais, o Senatus Consultum de Bacchanalibus, proibindo bacanais em toda a Itália e quem descumprisse a lei, era executado.
O decreto foi inscrito em latim arcaico, numa placa de bronze, datado em 568 AUC (ou seja, 186 a.C.); e, foi encontrado ao sul da península Itálica, na cidade de Apúlia por volta de 1640. Atualmente se encontra em Viena, no Kunsthistorisches Museum.

O INSCRITO proibia que os bacanais acontecessem. foto reprodução (2)





LUPERCAIS - Rituais de purificação que aconteciam no mês de fevereiro em homenagem ao Deus Pã (Mitologia Grega). Também celebradas na Roma antiga onde os Lupercos corriam atrás de um ou mais bodes em torno do Palatino e ossacrificavam para um banquete.
obra de arte : Sebastiano Ricci SOLSTÍCIO DE VERÃO.


ARTEMIS Em Siracusa, na Itália ocorria uma festividade anual em homenagem a Deusa Grega Ártemis (ou Artemisa, ou DIANA) onde enfeitavam as cabeças com coroas ou chifres. Deusa da agricultura e da caça e mais tarde associada a lua e a magia.
obra de arte : Lawrence Alma Tadema


Lupercais: Os sacerdotes do Deus Pã, protetor dos pastores e dos rebanhos, corriam semi-nus (somente com peles nos ombros), untados em sangue de cabra e lavados com leite, açoitando com tiras de pele de bode, acreditando que com isso, lhes traria a fecundidade.


"Quero beber! Cantar asneiras, no esto brutal das bebedeiras,
Quê tudo emborca e faz em caco. Evoé Baco!"

( Bacanal, poema de Manuel Bandeira ) - SEE+





DIONISÍACAS Festividades em homenagem ao Deus do Vinho Dionísio (ou Baco) eram uma das mais abundantes em Atenas, na Grécia, marcadas por extravagância e exibicionismo Eram cinco : as Lenéias (jan-fev), Antestérias (fev-mar), Dionísias Urbanas (mar-abr), Oscofórias (out) e as Dionísias Rurais (dez-jan).
obra de arte : desconhecido


SATURNAIS Em Roma acontecia em dezembro, os Saturnais que eram grandes banquestes e sacrifícios pedindo boa colheita e que homenageavam Saturno. Neste período não era permitido tratar de negócios e os escravos tinham permissão para se dirigir a seus senhores. Com a expansão do Império Romano, as festas tornaram-se mais animadas e frequentes.
obra de arte : 1847 - Thomas Couture


CURIOSIDADE : Em Buenos Aires, no Jardim Botánico de Palermo há uma escultura em bronze chamada SARTUNÁLIA, de Ernesto Biondi (6)- SEE FOTO. A original participou da exposição "Les Expositions Universelles à Paris 1867-1900" (6), AQUI.



navigium isidis
Outros pesquisadores acreditam que o carnaval originou de CARRUS NAVALIS, e que começou lá no Antigo Egito, em 4000 a.c., com a procissão NAVIGIUM ISIDIS, barco em homenagem a Deusa Ísis, invocada contra as tragédias. Na procissã levava-se um navio sobre rodas e a frente o Boi Ápis nas margens do Rio Nilo, que ao final virava numa grande festa. No culto e homenagens são incorporadas máscaras e adereços, orgias e libertinagens. Culto ao belo, ao corpo e a liberdade.



obra de arte : 1902 - Frederick Arthur Bridgman

Eh! Boi Ápis
Lá no Egito, festa de Ísis
Eh! Deus Baco, bebe sem mágoa
Você pensa que esse vinho é água
É primavera na lei de Roma
A alegria é que impera ... - SEE+


Procissão e celebração a Deusa Ísis e a seu irmão e marido Osíris (fertilidade do vale) representado nos cultos pelo BOI ÁPIS . Segundo a mitologia egípcia, Ptah engravidou através do fogo celeste, uma vaca virgem que concebeu um touro negro. Quando encontrado um bezerro com características específicas ditadas pelos Bastões de Ápis (sacerdotes) era levado em uma barca dourada à Mênfis (cidade do Antigo Egito), que permanecia no santuário participando das cerimônias.



BLUE BARGE O desfile barco sobre rodas CARRUS NAVALIS, também chamado de BLUE BARGE, provém de do antigo ritual pagão A primeira menção histórica escrita acontece em 1133, sobre um navio azul sobre rodas que chegou de Aachen (Renânia do Norte-Vestfália) à Maastricht (Limburgo), arrastado por membros da guilda de tecelões, e continuou seu caminho até Tongeren. E anos mais tarde, encontra-se relatos dispersos sobre VASTENAVOND em Maastricht que é uma cidade dos Países Baixos e que atualmente, a capital de Limburgo - província holandesa.

Segundo Felipe Ferreira (4), o período de adeus a carne recebeu vários nomes de acordo com cada época: em 1907 CARNELEVARIUM pouco depois do Sínodo de Benevento , em 1130 CARAMENTRAN ou CARNISPRIVIUM ou CARNELEVARE e em 1195 CARNELEVAMEM,



festa dos bobos



Gravura : A Festa dos Bobos 1560 - de Pieter Van der Heyden

Na IDADE MÉDIA, fantasiavam-se de Bobos (ou Tolos ou Loucos ou Festa dos Inocentes) saindo em bandos na festança se agrupando nas ruas, praças, confratarias, entregando-se a dança, jogos (com bolas), etc. Durante a folia os tolos ou bobos, assim chamados se divertiam seguiam as bolas através de pontes, janelas, etc., com muita diversão e alegria. Reparem na cabeça dos foli&oatilde;es, esse gorro era chamado CAPUZÃO, que na época era usado como fantasia de galo, onde o galo representava a carne e o ovo representava o nascimento. Um adeus a carne, por isso brincava-se indo atrás do ovo, como que buscando o renascimento.
Os tolos da corte foram autorizados a dizer muito o que queriam. A vida religiosa era alterada para vida pagá, o sagrado dava lugar ao profano. Membros do clero se vestiam como homens comuns e podiam festejar livremente. Nobres percorriam as ruas vestidos de pessoas comuns.


No Carnaval de Veneza, transformou-se uma tendência as mulheres jogarem ovos enchidos com água cor-de-rosa. E os comerciantes vendiam tipos diferentes de ovos perfumados e de cores. Os homens mascarados circulavam a cidade enquanto as mulheres jogavam estes ovos perfumados na frente de suas casas. CLIQUE AQUI



A FÊTE DES INNOCENTS (Festa dos Inocentes) ou FÊTE DES FOUS (Festa dos Tolos) foi organizado pelo Clero Europeu e no norte da França no sé,culo XII. Os universitários e os funcionários da área jurídica aderiram a festa e saiam em bandos na festa que durou até o século XVII. A festa virou tradição e foi considerada um charivari, ou seja, uma festa rude, tumultuada, barulhenta e dissonante, que veio a ser condenada pela Igreja. CLIQUE AQUI

O LE ROMAN DE FAUVEL, Romance de Fauvel é um poema satírico francês escrito no início do século XIV, de autoria incerta, que descreve no contexto, a tradição do CHARIVARI. Atualmente o poema à uma referência mundial da história carnavalesca. Mais informações sobre Charivari, CONFIRA AQUI

O alto e baixo clero se misturavam aos homens e mulheres comuns, todos iguais desprovidos de títulos nobres.

Gravura : Miniatura Fête des Fous, Charivari de "Le Roman de Fauvel"




Stultifera Navis

No limiar do Renascimento, o Navio dos Tontos tornou-se um instrumento didático dos moralistas para superar os hábitos populares do carnaval. As expressões mais famosas é o livro "Das Narrenschyff ad Narragoniam", que se tornou o primeiro best-seller na história da literatura mundial.

Na trajetória holandesa há um número surpreendente de sinônimos para o CARRUS NAVALIS, como: Barco Azul, Navio dos Loucos, Carrinho do Mar, Carrinho de Roda, Barco de Bebidas, dentre outros.

Gravura : Albrecht Durer Das Narrenschyff
Stultifera Navis - 1494




sociedade momus

A Sociedade Momus - A derrota de Napoleão em Waterloo e do Congresso de Viena abriu espaço ao prazer, onde diversas associações de carnaval floresceram na Renânia (região do oeste da Alemanha). Nessas folia escolhia-se "Príncipes do Carnaval" e estes usavam um CAPUZÃ0, gorro ou chapéu de Toloe este tinha uma semelhança desconfortãvel com o bicorn napoleônico.

Assim, em 1839 foi fundada na cidade de Maastricht (Holanda) a Sociedade Momus, em homenagem ao deus grego da sátira, Durante os seus cem anos de existência, a Sociedade organizou os CAVALCADES no Carnaval, ou seja, desfiles com muitos cavalos. Em 1872, a Sociedade lança a regra: "loucura verdadeira, mas não além dos limites da decência". emoldurando a farra aos gritos de ALAAF.

11 (ONZE) - NÚMERO SIMBÓLICO DE CARNAVAL
Na Holanda, o Príncipe do Carnaval governa a cidade durante a folia momesca ao lado de um CONSELHO DE ONZE. Há várias teorias que explicam o número de participantes desse conselho, a mais curiosa, é a que diz que o número 11 é maldito e ultrapassa o 10 (dos Dez Mandamentos). Todo ano, o Conselho se reúne pela primeira vez no dia 11 de novembro(11/11), marcando a data da abertura do período carnavalesco.






obra de arte : O Triunfo de Baco, Cornelis de Vos


MOMUS - Festividades a Momus - Momo, Mômos, burla, crítica ou zombaria e em latim Momus - Deusa da Mitologia Grega. Momus, originalmente é uma MULHER, filha de Nix (a Noite). Pouquíssima lembrada na Mitologia Grega e quando representada, foi pintada como homem. Mas, sem dúvida, Momus, a personificação do sarcasmo, do deboche, do delírio, da censura, do ridículo, da paródia, da crítica cortante, do desprezo e da culpa, depois da Mitologia Grega foi representado por homem (o masculino). + sobre REI MOMO, aqui




origem do rei momo
Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. No Brasil, o primeiro rei momo foi ... CONTINUAÇÃO AQUI



sátiras aos excrementos


A igreja cristã desde os primeiros séculos condenou a sexualidade. Já nas civilizações antigas e em Roma, os excrementos eram associados à riqueza e a fertilidade das plantações.

Nos carnavais europeus incorporou tais sátiras aos excrementos devido a contos populares franceses comuns na Idade Média, um deles é o dos gigantes Gargantua e Pantagruel, ( SEE+ ).
Neste conto de de François Rebelais (7), Pantagruel urina sobre a cidade de Paris (capital da França) criando uma cena grotesca e ao mesmo tempo engraçada, que foram associadas às brincadeiras que ocorriam no período anterior a Quaresma e a idéia de CARNAVALIZAÇÃO.

Na gravura ao lado, o personagem distribui vinho como se fosse urina no meio de marquesas com saias baláo e marqueses de sobrecasaca. O guarda-chuva é uma característica do carnaval de Dunquerque (cidade portuária no norte de França). CONTINUAÇÃO AQUI

Gravura : Recorte de Caricaturas Parisienses - SEE+




carnavalização


A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, do crítico literário russo Mikhail Bakhtin(8) onde desenvolveu estudos sobre os contos de o contexto de François Rabelais (7) compreendende o fenômeno da Carnavalização. que consiste em fazer no cotidiano alguma coisa semelhante ao Carnaval.

É a banalização do sério, a inversão dos costumes consagrados e a profanação do sagrado, que sobrepõe o velho e o novo, o sacro e o profano, sem atender a certas normas de interdição social. Ironia grotesca com objetivo do RISO e da crítica ao Governo e a Cultura, tanto religiosos como seculares. A carnavalização é de alguma maneira o mundo às avessas e pode ter a leitura de uma parodização.





Recorte do Quadro Peter Bruegel, 1559, clique aqui



Segundo Bakhtin : "O RISO e a VISÃO CARNAVALESCA DO MUNDO, que estão na base do grotesco, destroem a seriedade unilateral e as pretensões de significação incondicional e intemporal, liberam a consciência, o pensamento e a imaginação humana, que ficam assim disponíveis para o desenvolvimento de novas possibilidades. Daí que uma certa CARNAVALIZAÇÃO da consciência precede e prepara sempre as grandes transformações, mesmo no domínio científico [...] "O Carnaval era uma forma concreta (embora provisória) da própria vida [...] durante o carnaval é a própria vida que se representa e interpreta (sem atores, sem palco, sem cenário ou seja, sem atributos específicos de todo espetáculo teatral) uma outra forma livre da sua realização, ou seja, é o seu próprio renascimento e renovação sobre os melhores princípios."(8)





charivari e serração da velha

Já no interior do país a folia tinha o costume de Charivari (ou shivaree ou chivaree) faziam [..], já Serração da Velha era uma cerimônia caricata de serrar a velha que [...] - SEE+

cortejos jocosos

A folia nos folguedos carnavalescos começavam a ser cada vez mais organizados. Segundo Ferreira (4), já se tem notícia que a Suiça no durante o século XIV, cada profissáo (açougueiro, toneleiro, etc.) desfilava com máscaras enormes representando seu ofício.




todas estas festas eram carnavais?


Até agora vimos festas, folguedos e rituais marcados pelo EXAGERO, INVERSÕES, MÁSCARAS e DESFILES, que podem ser a extenção do carnaval, e, que gera conflitos e contradições entre os pesquisadores, assim:

A idéia de CARNAVALIZAÇÃO é incorporada em todas as festas caracterizadas pela inversão, excessos e algazarras. No Carnaval existe carnavalização, mas nem toda carnavalização é Carnaval (4).

Quer saber mais? Confira - AQUI




era cristã
Nos primeiros séculos depois de Cristo os chamados PAIS DA IGREJA atribuído pelos fiéis aos mestres e bispos da Igreja(Santo Agostinho, Sáo Jerônimo,etc.) consideravam as festas e folguedos como demoníacas, condenando a sexualidade e exageros. Por volta do ano 350D.C., a Igreja Católica decidiu aumentar o tempo para preparação (jejum e reflexões) o para a Páscoa em quarenta - a Quaresma, que é abreviação de quadragésima.

Anteriormente era de três dias, que permaneceram como o Tríduo Sagrado da Semana Santa (quinta-feira, sexta-feira e sábado santo). Mas foi em 1901, sob Papa Urbano II, que oficializou a data para o período da Quaresma, ou seja, no período de Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa - nada de bebedeiras, brincadeiras, jejum de carnes ... SEE+


o carnaval começa aqui ...


Neste período o CARNAVAL não era diferente das festas anteriores, tinha excessos. A diferença era que uma grande quantidade de festas e brincadeiras dias antes da QUARESMA. Em 325 D.C., o Primeiro Concílio de Nicéia tentou acabar com estas festas pagãs. Em 590 D.C., o PAPA GREGÓRIO I, o Grande, marcou em definitivo a DATA DO CARNAVAL no Calendário Eclesi´stico, sendo ao sétimo domingo denominado de DOMINICA AD CARNE LEVANDAS (abreviada para CARNE LEVAMEN), a terça-feira MARDI-GRAS como o último dia dos folguedos carnavalescos e QUARTA-FEIRA de CINZAS começaria o jejum. Alguns historiadores sustentam que a palavra Carnaval é originada de CARNE LEVARE ou CARNILEARIA, que significa véspera da Quarta-Feira de Cinzas, dia em que se inicia a abstinência de carne, exigida na Quaresma.


... o Carnaval antes de ser festa, é uma data ...
Martine Grimberg (9)





Mardi Gras significa terça-feira gorda
tradução de francês - SEE+



Segundo Émile Maximilien Paul Littré há outra origem etimológica e publica no Dicionário Francês, derivando do latim CARNELEVAMEN, de Caro (Carne) e levaraem (ação de tirar), é o tempo que se retira a carne, sendo carnaval, historicamente, a noite da chamada TERÇA-FEIRA GORDA (pela designação o último dia do calendário cristão em que é permitido comer carne), e os que celebram a liturgia quaresmal, começada com a quarta-feira de Cinzas.

A castidade fez que a população se fartasse dias antes da Quaresma, dando um ADEUS À CARNE. Pesquisadores argumentam que a palavra Carnaval é de origem profundamente religiosa, com um significado oposto ao da diversão, vindo da palavra latim CARNE VALE ou CARNIS VALE, despedindo-se da carne, porque no dia seguinte, começavam quarenta dias do rigoroso jejum, onde era proibido o consumo de carne.




o que é sábado gordo ?
É o próprio Sábado de Carnaval. Já o sábado que antecede o sábado gordo é chamado de sábado magro.

Como é calculada a data do Carnaval?
Depois de muitos séculos desde sua criação, o Carnaval foi reconhecido pela igreja católica e incluído no calendário cristão. Todos os feriados eclesiásticos são calculados para não coincidirem com a Páscoa. Desta forma, a folia tem uma data considerada flutuante.

No Calendário Gregoriano, utilizado na maior parte do mundo, a data do Carnaval é móvel porque é indicado pelo DOMINGO DE PÁSCOA e para que não coincida com a páscoa dos judeus. Para saber em que dia cairá, sabendo-se que o Carnaval deve acontecer exatos 47 dias antes da Páscoa.

O Domingo de Páscoa se dá após a primeira lua cheia, que ocorre a partir do equinócio da primavera (no hemisfério Norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério Sul). No caso do Brasilé Outono, assim, o Carnaval quase sempre cairá nos meses de fevereiro ou de março. Essa é a regra, O primeiro domingo após a lua cheia posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa. O domingo de carnaval cairá sempre no sétimo domingo que antecede à Páscoa ... CONTINUAÇÃO AQUI





a luta entre o carnaval e a quaresma
O quadro é do pintor holandes Pieter Bruegel, O Velho mostra a CARNAVALIZAÇÃO (vide acima). A obra de 1959 chama-se A luta entre o carnaval e a Quaresma e mostra no detalhe dois personagens que personificam os dois períodos do ano: o gordo, da esquerda, sentado em um barril, representa o excesso do carnaval, com vinho e carne. O sujeito magro, da direita, representa a frugalidade da quaresma, com peixe, biscoito e pão. É uma meditação visual.
Artista : Bruegel d. A., Pieter - 1559 - A luta entre o carnaval e a Quaresma - Kunsthistorisches Museum, Gemaldegalerie








o cortejo

O Cortejo no século XIX onde a classe baixa se fantasiava de Burguesia (turcos, médicos, etc.)e os burgueses que não se fantasiam ficam nas sacadas borbadeando os foliões.

Algumas fantasias continuam a ser usadas nesse período como a do Arlequim, Camponês sobre pernas de pau e a do anão de cabeça grande. CONTINUAÇÃO AQUI





o primeiro carnaval brasileiro

Os colonos portugueses trouxeram como bagagem, os seus costumes. Considerando o poder da igreja, as festas de Portugal eram rigorosamente obedecido no Brasil Colônia. Assim, as festividades que aconteciam em Portugal antes e durante a Quaresma, aconteciam por aqui também.

Com o tempo, cada vilarejo comemorava os últimos dias antes da Quaresma (jejum que proibia comilanças, sexo, bebedeiras, etc.) de forma diferente.

Atualmente podemos notar que cada Estado brasileiro comemora seu carnaval de forma diferente: Desfile Escolas de Samba em SP e RJ, Zé Pereira em MG, desfile do maior Corso do mundo no PI, pular Frevo no PE, dançar Maracatu no MA, trios elétricos na BA, bailes em salão no RS, etc. SEE+


Cartunista Lan, Revista Varing


e mais ...

Em 1888, a Princesa Isabel, acompanhada do marido e dos filhos, promove no Carnaval de Petrópolis, uma Batalha de Flores, arrecadando donativos para a libertação de cativos.
Surgia na Itália, durante o Renascimento, a Commédia dell´Arte, que são teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles dos "Trionfi", carros alegóricos decorados. Em Veneza e Roma, usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de trés pontas e uma máscara branca. Em Portugal acontece o Enterro do Bacalhau, após celebra-se a vida, com danças, cortejos, cores, luzes e música ... A T U A L I Z A N D O




O entrudo

O Carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial e uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o ENTRUDO.

A festa brasileira, vinda de Portugal recebendo o nome de ENTRUDO, que significava introdução à Quaresma, através de uma brincadeira agressiva (o mundo pelo avesso), onde fazia-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de água-de-cheiro e divertidamente os atirava nas pessoas.
Vendiam em tabuleiros "limôes-de-cheiro" ou da "laranjinha", injetados no interior que variavam da água pura ao melhor perfume, do mais simples ao mais enfeitado ou caseiros com substâncias mau cheirosas ou xixi, estes os atirava violentamente nas pessoas. Foi aí que com esse esse Entrudo violento, a festa foi perdendo sua alegria. E também as famosas Batalhas de Xiringas, que eram bisnasgas ou seringas, que se enchia de ãgua ou água-de-cheiro e atiravam nas pessoas que circulavam pelas ruas e avenidas.
O Entrudo aportou no Brasil por duas rotas chegou o carnaval no Brasil: a primeira, partindo da África de onde os negros, junto com seus cantos e suas danças, contrabandearam incosncientemente, a semente do carnaval e outra; Européia, trouxe de Portugal.


Augustus Earle - Cena de Carnaval - 1822


Mais sobre o ENTRUDO, CONTINUAÇÃO AQUI



fantasias do entrudo




ABADÁ

C A R E T A S
Em outros carnavais, onde imperava o ENTRUDO, os foliões fantasiados ou mascarados grotescamente eram chamados de CARETAS. Não há evid&encias, mas os moradores da cidade brasileira de Salvador, afirmam que esse nome originou na Bahia. que pessoas brincavam pelas ruas e ladeiras na Bahia, envoltos em cobertas de taco, que na época, eram chamadas de ESTEIRAS DE CATOLÉ. Alguns eram chamados de CARETAS AVULSOS. Quem usavam esses estilos de fantasia, eram chamados de CARETAS.





ESTEIRAS DE CATOLÉ


bisnagas
"Foi outrora bastantes influente para modificar ministérios e há de ser finalmente vencido pela bisnaga, que é uma nova edição do limão-de-cheiro. É que a bisnaga conserva-se popula, em quanto o princez supôe-se aristocrata desde que se alista em alguma sociedade. O Carnaval envelhece e o ENTRUDO RENASCE", assim anunciava ...
CONTINUAÇÃO AQUI

limões de cheiro
Em 1883, o Periódico Mequetrefe anunciava : "Inicialmente realizada para prover as necessidades das brincadeiras carnavalescas dentro das casas, a fabricação de limões-de-cheiro torna-se uma atividade bastante atraente para a camada mais devalidas da população que aproveitavam para lucrar alguns tustões com a verdadeira loucura entrudística que tomava conta da cidade." E dentre uma história e outra, o CarnAxE vai lhe contar como se preparava esses limões perfumados, SEE+





As bisnagas plástica eram enchidas
com água ou perfume.




Zé Pereira


A diversão carnavalesca conhecida como Zé Pereira nasceu em Portugal do século XIX, onde tocadores de bumbos grandes acompanhavam as procissões nas regiões de Minho. Mas foi no no dia 23 de fevereiro de 1946, na segunda-feira de carnaval, no Rio de Janeiro (Brasil) o "personagem carnavalesco " entrou para a HISTÓRIA DO CARNAVAL e é conhecido popularmente até hoje: o Zé PEREIRA.

O sapateiro português JOSÉ NOGUEIRA DE AZEVEDO PAREDES saiu pelas ruas do Rio, de calças, suspensório, chapéu e um imenso bigode, tocando seu bumbo. "não chegando a produzir qualquer espécie de música, não c sem um ritmo compassado, mas . A alegria foi contagiante e foi seguido por inúmeros amigos e desconhecidos que aderiram a folia. Anos seguintes, não apenas o bumbo do Zé Nogueira participou da folia, mas zabumbas, tambores o acompanharam anarquicamente pelas ruas. E logo, formou-se grupos espalhados pela cidade desfilando ao som das pancadas dos instrumentos.

O Zé Pereira foi inspirada na canção francesa Les Pompiers de Nanterre e o refrão acima virou febre nacional (Brazil), considerada a primeira música do Carnaval do Rio de Janeiro.


"E Viva o Zé Pereira
Pois que a ninguém faz mal
E Viva a Bebedeira
Nos dias de Carnaval
Zim, Baladá! Zim, Baladá!
E Viva o Carnaval ! "


Caricatura de K. Lixto
Calixto Cordeiro (RJ *1877 +1957)
Caricaturista e Desenhista do Periódico Antigo Fon-Fon

Quer saber mais sobre o Zé Pereira? - CONFIRA AQUI
E sobre os Cabeçudos e Gigantones - os Zé Pereira de Portugal? - CONFIRA AQUI




surge os primeiros sinais de censura aos festejos

Represália ao Entruto: No início da era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais de censura aos festejos mundanos na medida em que a Igreja Católica se solidificava, onde determinava que esses festejos só deveriam ser realizados antes da Quaresma.

Entrudo passou a ser reprimido com ordens policiais, mesmo assim, as "laranjinhas" e gamelas com água continuavam existindo. Foi exatamente neste período que o Carnaval começou a se originar de forma diferente. Na segunda metade do século XIX, o jornal Diário da Bahia e a Igreja Católica criticavam e pediam providências ãs autoridades policiais contra o Entrudo. Quando se aproximava o domingo anterior ã Quaresma, todo mundo "entrudava". Apareciam pelas ruas em forma de bandos os "Caretas" envoltos em cobertas, esteiras de catolé, folhas de árvores e abadás - uma espécie de camisa de manga curta bastante folgada, atingindo a curva dos joelhos, que os negros usavam. No Entrudo, molhava-se quantos andassem pelas ruas, invadia-se casas para molhar pessoas e não se importava que fosse gente doente ou idosa



"Em 1883 e 1884, a Câmara Municipal de São Paulo publicou essa nota em diversos jornais da cidade: Faz reproduzir, para maior conhecimento de todos os habitantes deste município, a postara lettra A, que absolutamente PROIBE O JOGO DO ENTRUDO, por ser prejudicial a saúde pública, perigoso, aos que a elle se entregam e aos trausentes, anachronico e condenado pela civilização".
Mais sobre o ENTRUDO, CONTINUAÇÃO AQUI



o carnaval começa a se originar de forma diferente


Por volta de 1800 havia uma separação entre Entrudo (anárquico) e o Carnaval (Organizado, uma festa para descontração das elites). Os nobres e a elite passaram condenavam o ENTRUDO POPULAR e até mesmo o ENTRUDO FAMILIAR,considerando-o também uma prática incoviniente e bárbara.

Mas em 1855 que o Carnaval ganha força as ruas, onde os artistas e intectuais defilam fantasiadas em carros alegóricos (corsos) e começaram a organizar um NOVO CARNAVAL inspirado nos carnavais da Europa (Paris, Nice e Veneza) e passaram a fazer bailes mascarados e os passeios das carruagens (Corsos).

E a folia estava apenas começando, vamos explorar mais um pouco a História e o Carnaval continua aqui ...




referências bibliográfica
- Pesquisadora Lilian Cristina Marcon
(1) Aurélio, Dicionário da Língua Portuguesa
(2) Bibliotheca Augustana - confira aqui
(3) Câmara dos Deputados - SEE+
(4) FERREIRA, Felipe, O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, Edição Ediouro 2004
(5) Foto publicada no site Clarin, tirada por Rolando Andrade Stracuzzi, SEE+
.
(6) "Les Expositions Universelles à Paris 1867-1900", AQUI
(7) REBELAIS, Francois (*1494 +1553), Livro Five books of the lives, heroic deeds and sayings of Gargantua and his son Pantagruel - SEE+
(8) BAKHTIN, Mikhailovitch (Mikhail Bakhtin), Livro A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais - pag(s) 6, 7, 8, 9 e 44 - Hucitec, 1999;
(9) GRIMBERG, Martine - Livro Carnavals et Masquerade
O livro foi originalmente uma tese publicada em 1965, embora Bakhtin ter defendido a tese em 1946.
- A exposição, concebida pela Biblioteca Nacional da França, foi apresentado no espaço de exposições - SEE+
  do edifício Chanel Nexus Hall, em Tóquio, em parceria com Louis Roederer, durante a Exposição
  Universal no Japão e na Maison des Rencontres dArles, em Julho de 2005.
- Brasileiros na Holanda, website oficial
- COSTA, Antonieta - O Poder e as Irmandades do Espírito Santo, Edição Rei dos Livros, Lisboa, 1999
- Exposição "Os Triunfos do Carnaval", Museu de Arte do Espírito Santo (MAES), Vitória/ES , 2009/2010
- EMTURSA, antiga Empresa de Turismo de Salvador
- GOETHE, Johann Wolfgang von (*1742 +1832), Livro Das Romische Carneval, publicado em 1789 - SEE+




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